Uso de doping no atletismo e outros esportes

 

steroidsAntes de escrever, quero deixar claro que o conteúdo expresso neste post é de opinião pura e exclusiva minha. Fica a cargo do leitor julgar correto ou não.

Bom, nestas últimas semanas vimos uma grande polêmica em torno da equipe braileira de Atletismo, por uso de EPO (eritropoietina), substância que aumenta o número de hemácias, otimizando o transporte de oxigênio e elevando a resistência ao esforço.

A alguns posts atrás, escrevi sobre o processo de “construção” de um campeão, citando sobre aspectos psicológicos, fisiológicos, nutricionais, entre outros (Como se faz um campeão?). E como último item coloquei o nível que se almeja chegar, sendo este o crucial para as cargas de treinamento e necessidades bio-psico-sociais do atleta.

Pois bem, se o atleta realmente quer chegar ao nível esportivo mais alto, disputar uma olimpíada e vencê-la, é necessária, sim, a administração de esteróides anabolizantes. Desculpem-me os moralistas, os conservadores, as pessoas que têm ídolos no esporte, mas sem anabolizantes, não se chega ao nível mais alto dos esportes, pelo menos da maior parte deles. Principalmente em esportes nos quais a parte técnica e tática é, digamos, simples e a performance depende quase 100% das características físicas, como o atletismo, remo, natação, triátlon, entre outros.

Atualmente, os atletas que disputam as competições de altíssimo nível no esporte mundial, fazem uso de doping e substâncias ilícitas que otimizam o rendimento. É Fato. Para não ser radical, acredito que esportes em que as exigências técnicas superem as físicas (como as ginásticas, nado sincronizados, saltos ornamentais), não seja comum a utilização de doping.

Então, você se pergunta: se grande maioria usa, por que a Agência Mundial Anti-Doping (WADA, em inglês) não os “pega”? Simples. A WADA possui uma vasta lista de substâncias proibidas. Nesta lista, steroidmuitas substâncias são produzidas pelo próprio corpo, por isso a existe uma faixa na qual a concentração é considerada normal. O que acontece é que os atletas administram o doping procuram manter as concentrações de determinada substância, sempre no limite superior. Por exemplo: a Testosterona Total. A concentração fisiológica deste hormônio é, para homens, entre 280 e 800 ng/dL numa coleta sanguínea matinal (entre 8:00 e 10:00), Com isso, os atletas utilizam o doping para manter os níveis deste hormônio sempre próximos a 800ng/dL.

Apesar de eu não ter encontrado nada que confirme a seguinte hipótese, já ouvi muito falar que as concentrações admitidas pela WADA são muito superiores às fisiológicas, permitindo a administração das substâncias em níveis muito maiores (Ex: como se a WADA permitisse concentrações de testosterona de até 2000 ng/dL). Infelizmente, não encontrei as concentrações-limite das substâncias, por isso não tenho certeza.

Ainda existem outras coisas a serem analisadas: Utilização de substâncias ilícitas fora de temporada ou quando amador; Substâncias novas, que a WADA ainda não tem dados ou parâmetros.

Agora, com estas informações, pergunto: Se você realmente almejasse o ouro mundial e soubesse que todos outros atletas que vão disputar com você fazem uso de substâncias ilícitas, você abriria mão do seu sonho e de sua carreira e não utilizaria doping?

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